Vik Muniz

•Junho 9, 2009 • Deixe um comentário

Por Rafael Frydman

O artista plástico brasileiro Vik Muniz, nascido em São Paulo no ano de 1961, e radicado em Nova York desde 1983, é filho único de uma família de classe média paulistana e apresenta em suas obras referências à história da arte mediadas por metáforas e citações. “Minha preocupação é entender como as pessoas reconhecem essas obras, como elas as experimentam”.(Vik Muniz)

Trabalhando com diversos materiais e nas mais variadas escalas Vik, que iniciou sua carreira como escultor, encontrou na fotografia o suporte ideal para as suas experiências artísticas. É através da imagem técnica, produzida por meio de uma maquina, que ele as apresenta ao público e assim, acaba por criar um jogo em que uma obra vem dentro de outra.

Vik’, a maior retrospectiva do artista plástico e fotógrafo paulista, chega ao MASP – Museu de Arte de São Paulo, no dia 24 de abril, com 200 imagens que compõem as 131 obras da mostra, retoma diversos momentos da sua carreira revelando algumas das características mais marcantes desse artista que conquistou um lugar junto dos grandes nomes da arte contemporânea. Por meio de três obras presentes nessa retrospectivas pretendemos mostrar um pouco do que pode ser visto.

A primeira obra que apresentamos faz parte da série “Sugar Children” (Crianças de Açúcar) de 1996 e se chama “Valentina, the fastest”. Essa série reúne retratos recriados com açúcar de crianças que o artista conheceu no Caribe e cujos pais trabalham em canaviais. Nela o artista busca revelar através dos retratos das crianças um panorama de suas vidas e, dessa forma, destaca o tema de sua obra por meio da forma como a cria.

Ao utilizar o açúcar como material de confecção das imagens, Vik aborda a lógica social que envolve essas crianças. O açúcar produzido por seus pais, é num primeiro momento um espelho da pureza e doçura de suas feições e olhares. Porem em um momento posterior apresenta seu caráter passageiro e finito escancarando a perversidade da exploração a que seus pais são submetidos, e que se desenha como único futuro possível para essas crianças.

A não convencionalidade dos materiais aplicados as obras de Muniz não aludem a um caráter caleidoscópico onde a base é um jogo de cores. Não é a perfeição geométrica das sombras e proporções do açúcar sobre chapas imitando as imagens captadas que confere as suas obras características de criação; na verdade, a ação significadora começa a existir no instante em que as crianças são fotografadas no Caribe.

A efemeridade de um retrato recriado com açúcar é logo quebrada uma vez que o autor fotografa a obra para que ela seja exposta. Vik fotografou, primeiramente, a criança no Caribe. Em seu ateliê recriou a fotografia com açúcar e por fim fotografou essa imagem, chegando a sua obra final. Concluímos então que a criação desta obra se deu em três etapas, o que significa que o artista entrou três vezes no processo de produção de uma só obra.

Na segunda obra, “Double Mona Lisa, After Warhol (Peanut Butter and Jelly)” de 1999, temos mais uma vez um exercício de recriação. Diferentemente da obra anterior, o processo envolve a recriação de uma obra elaborada por outro artista.  O famoso quadro de Leonardo Da Vinci, “Mona Lisa” é retomado por meio de uma mediação, e essa mediação se da por um terceiro.

Ao situar a sua releitura num momento “After Warhol” Vik trabalha com a idéia da reprodução, presente na obra “Double Mona Lisa” de Andy Warhol, ao mesmo tempo em que usufrui a liberdade adquirida pela arte por meio do movimento pop, utilizando mercadorias do nosso cotidiano, para propor uma re-produção, um dialogo sobre a reinvenção da arte. Nesse contexto de retomada de dois momentos distintos Vik cria um jogo entre a unicidade de cada uma das obras e a serialização do mesmo retrato.

A terceira obra se chama “Kitty” e pertence à série “Equivalents” de 1993. Assim como nas obras anteriores essa série se baseia em outra, também chamada “Equivalents” produzida pelo fotógrafo Alfred Stieglitz.

A série de Muniz, que retoma o nome e o tema da exposição do fotografo alemão, induz o publico a mesma percepção e sensação vivida diante da serie original. Porem enquanto Stieglitz apresenta fotos feitas de nuvens no céu, Vik apresenta fotos de esculturas feitas em algodão e fotografadas sobre um fundo azul.

Assim como Stieglitz, Vik brinca com o repertorio do público ao propor os títulos de cada foto de acordo com uma forma pictórica facilmente associável ao pedaço de algodão, retomando uma brincadeira corriqueira experimentada por muita gente em momentos de contemplação do céu.  Como o próprio autor diz: “O artista faz só metade da obra, o observador faz o resto”.

O jogo, dessa vez, se da não só na forma como o repertorio individual e coletivo se manifesta na criação e observação da arte, mas também na possibilidade de mudar escalas e referentes por meio da fotografia.

Nesse momento é colocada diante do espectador uma nova questão. A questão da obra como totalidade. A aproximação do retrato torna possível a identificação do algodão e dos seus fios bem como o abandono da identificação da imagem como nuvem. Porem impede a visualização da composição total da imagem. Para recupera-la o afastamento necessário impõem um obstáculo. Ou vemos a obra por completo, ou vemos as características do material utilizado.

A fotografia, que para Walter Benjamin, representa a liberação da mão do artista, passando o olho a assumir o papel fundamental do processo de elaboração de imagens, quebra a relação de autenticidade e unicidade da obra de arte e inverte a lógica da originalidade.

Além de representar a possibilidade da reprodução técnica, infinita e mecânica e que elimina o aqui e o agora, a mediação entre obra e público por meio da foto representa o domínio do artista sobre o ângulo e a distância em que essa relação vai se dar. O olhar da objetiva possibilita ao artista destacar aspectos da obra que seriam invisíveis aos olhos humanos.

Da mesma forma a tradição, que percorre a origem, a duração material e o testemunho histórico da obra original, esse último dependente da sua materialidade, encontra na reprodução técnica um obstáculo: A troca da existência única pela existência serial.

O que é curioso é perceber que Vik não só não elimina o processo manual da arte, uma vez que produz o que será fotografado, como inverte o uso da máquina, tornando-a mecanismo de produção do original e não da copia. Seus originais, as fotografias, são passíveis de serem multiplicados, mas não o são.

Ainda nesse jogo Muniz trabalha com a materialidade da obra, na relação temporal da sua produção e não mais no contato com o público. O uso de materiais perecíveis, por exemplo, determina como o tempo e as condições ambientes agirão na imagem captada pelo filme fotográfico, ou maquina digital, enquanto a fotografia produzida não sofrerá ações dessa natureza ao ser vista pelo publico.

Vik Muniz – “Valentina, the Fastest”, 1996

Fotografia da série “Sugar children” 1996

Vik Muniz – “Double Mona Lisa, After Warhol (Peanut Butter and Jelly)”, 1999

Vik Muniz- “Kitty”, 1993

Fotografia da serie “Equivalents” 1993

Vik Muniz

•Junho 9, 2009 • Deixe um comentário

Por Renan Leandrini C. Margall

Vik Muniz um dos principais artistas brasileiros da atualidade, com grande reconhecimento internacional esta expondo no MASP em São Paulo, na exposição podemos observar toda a trajetória do artista, sua influência da Pop Arte e suas constantes experiências.

Um dos aspectos mais interessantes no artista é a criatividade de desenvolver suas obras a partir de fotos de sua própria autoria,  e obras consagradas, fazendo reproduções destas imagens com os mais diversos materiais, entre eles terra, caviar, diamantes, lixo, chocolate e até a Medusa de Caravaggio foi reproduzida  em um prato de macarrão.

Uma das obras que mais me chamou a atenção foram os retratos de garotos caribenhos que trabalham no canavial, Vik reproduziu as fotos com açúcar sobre papel preto.

“Olhe à sua volta: há um mundo de coisas para as quais você não dá a menor importância. Poeira? Você já considerou a poeira como algo além de ser, simplesmente, lixo? Pois bem, um artista brasileiro – seu nome é Vik Muniz – foi capaz de olhar essas coisas cotidianas e, com elas recriar possibilidades de apresentar e perceber o mundo.”

A exposição que é a maior já dedicada ao autor,  já passou pelos Estados Unidos, Canadá e México, agora esta no Masp em São Paulo ate 12 de Julho.

No museu ainda pode-se ver duas outras exposições, “Arte na França” comemoração aos 100 anos de França no Brasil, “Terra em transe” de Manuel Vilariño que expõe 21 fotografias de natureza morta.

Fotografia em Revista

•Junho 5, 2009 • Deixe um comentário

Por Cecília, Daniel e Twyla

Fotografia em Revista

A exposição Fotografias em Revista, realizada pela Fundação Armando Álvares Penteado e a Editora Abril, é um passeio pela história política, social e cultural do Brasil ao longo das últimas seis décadas. Captadas pelos fotógrafos mais importantes da imprensa brasileira, a exposição conta com mais de 600 imagens, entre expostas e projetadas, registradas por 163 profissionais diferentes; entre eles temos: Bob Wolfenson, Orlando Britto, JR Duran e Cláudia Andujar.

A cenografia da exposição foi feita pelo designer que assina o espaço do Museu da Língua Portuguesa, Marcello Dantas; ele criou um acervo físico de 250 fotografias destacadas pela luz. Além disso, acrescentou à exposição um acervo digital, apresentado em um cilindro de imagens projetadas e constantemente em movimento. Além da exposição, os visitantes são convidados a participar de uma programação paralela, que promove workshops, palestras e visitas monitoradas pelo serviço educativo.

“Fotografia em Revista” faz parte do projeto de exposições culturais do Grupo Abril, que começou com a mostra “Ilustrando em Revista”, que foi visitada por mais de 77 mil pessoas. As fotos da exposição foram todas publicadas em revistas da Abril, e são todas fotografias que marcam épocas e acontecimentos.

Opinião do Grupo

Muito bem distribuída e com uma ótima iluminação, fotos que nos lembram grandes acontecimentos do nosso país e também do mundo são dispostas no MAB em uma exposição que mostra a importância e a capacidade da fotografia. Somos capazes de lembrar de determinado acontecimento e experimentamos a sensação de rever algo que em certo momento foi tão importante.

Não reconhecemos todas as fotografias, mas uma boa parte delas representam momentos que foram, sem dúvida, de grande importância para a nossa formação. Algumas vezes carregam com si ideias importantes para nossa consciência social, ou se limitam a nos recontar e nos mostrar do que somos feitos desde a segunda metade do século 20.

Em cartaz até dia 12 de julho de 2009

Local: Museu de Arte Brasileira – Salão Cultural da FAAP

Endereço: Rua Alagoas, 903 – Higienópolis – São Paulo

Telefone: (11) 3662-7198

Horários: de terça a sexta-feira, das 10h00 às 20h00
Sábados, domingos e feriados, das 13h00 às 17h00

Classificação: “Recomendável para maiores de 16 anos. Contém imagens de nudez parcial e violência”

Entrada Gratuita

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“Arte na França 1860 – 1960: O Realismo”

•Maio 30, 2009 • Deixe um comentário

Por: Bruna Laub, Enrique Jimenez e Gabriela Porto

O Masp abriu para o público, a exposição “Arte na França 1860 – 1960: O Realismo”, com obras de acervos de museus franceses e da coleção portuguesa Berardo, com artistas como Monet, Van Gogh, Degas, Renoir, Cézanne, Miró, Dali, Picasso, entre outros.

A mostra explora a obra de artistas franceses entre os anos 1860 e 1960 e também a produção de artistas de outros países sob a influência francesa.

As mais de 100 obras expostas são trazidas da coleção portuguesa Berardo, de museus franceses como Musée d’Orsay, Musée Gustave Moreau, Musée de l’Orangerie e Musée Picasso, além de 50 obras do próprio acervo do Masp.

Parte das comemorações do ano da França no Brasil, “Arte na França 1860 – 1960: O Realismo” fica em São Paulo até 28 de junho, quando segue para Porto Alegre, no Museu de Arte do Rio Grande do Sul, de 13 de julho a 30 de agosto.

É interessante notar que a exposição – ou a forma em que os quadros estão dispostos – acontece de forma degradê, o que reflete a cartela de cor da época.
Logo quando entramos demos de cara com quadros em que tons como o bege, amarelo, mostarda e verdes predominavam. Conforme fomos conhecendo a exposição pudemos notar que a cor refletia no estilo dos pintores.
No final da exposição é possível notar um estilo bem forte e influenciado pela PopArt onde telas com cores cintilantes, pintadas com tinta acrílica e com outros tipos de materiais se encontram em telas belíssimas.

A exposição cobre o período em que o realismo se afirma na arte francesa, e passa a influenciar o panorama cultural internacional, até o momento em que a arte feita nos EUA ascendeu ao primeiro posto.

É um bom passeio para uma terça – dia em que o museu abre suas portas gratuitamente – , para um domingo (dia em que a Paulista, não tem cara de Paulista), ou até mesmo para os outros dias da semana. Porque exposição boa, é boa e ponto.

Quando: de 16 de maio a 28 de junho, de terça a domingo, das 11h às 18. Nas quintas, até às 20h
Onde: Masp – av. Paulista, 1.578 – Cerqueira César. Tel.: (0/xx/11) 3251-5644
Quanto: R$ 15. Às terças-feiras a entrada é franca

EXPOSIÇÃO: VIK MUNIZ NO MASP.

•Maio 14, 2009 • Deixe um comentário

Por Anna Carolina Cestari Cerreti

Self-portrait

“Queria criar imagens que permitissem ao observador leituras múltiplas e que ele se tornasse consciente da sua participação”. Vik Muniz

A retrospectiva da carreira do fotógrafo e artista plástico Vik Muniz está no MASP (Museu de Artes de São Paulo, Av. Paulista, 1.578, São Paulo, SP) até 12 de julho. A exposição são 131 obras, todas fotografias, mas não do gênero fotográfico puro, deve-se dizer, perpassando criações de desde 1988 até os dias atuais. Vik Muniz explora propositalmente um caráter híbrido e ambíguo da imagem, o que torna suas obras sedutoras e atrativas. Vicente José Muniz, Vik Muniz, nasceu em São Paulo, em 1961. Formado em Publicidade pela FAAP, ele partiu aos 22 anos (1983) para morar nos Estados Unidos (Nova York)e lá construiu sua carreira exemplar. Considera-se um artista norte-americano, reconhecendo o país que lhe ofereceu as melhores oportunidades. Paulistano da Lapa, criado por um família de classe média – seu pai era garçom, sua mãe era telefonista. Viveu em Pirituba e estudou na Vila Pompéia, na prestigiosa Escola Estadual Zuleika de Barros Martins. Realiza, desde 1988, séries de trabalhos nas quais investiga, principalmente, temas relativos à memória, fazendo uso de técnicas diversas. Seu processo de trabalho consiste em compor as imagens com os materiais, normalmente instáveis e perecíveis, sobre uma superfície e fotografá-las. Materiais como caviar, chocolate, sucata, diamantes, macarrão e papel picado, ele transforma essas coisas em imagens – em geral, retratos – depois as fotografa. Fez um retrato de Monica Vitti com diamantes e uma Mona Lisa de pasta de amendoim.

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A idéia não é nova no mundo da arte, mas ele a transformou em marca registrada. Ele foi o primeiro artista brasileiro a ganhar exposição individual no Whitney Museum of American Art, instituição que costuma privilegiar apenas artistas contemporâneos nascidos nos Estados Unidos. Suas obras também estão em outros museus novaiorquinhos como o MetropolitanMoMa. A originalidade de sua obra lhe garantiu o reconhecimento da crítica e o estabeleceu como um dos criadores mais incensados da arte contemporânea, presente no acervo dos principais museus do mundo.

Opinião Individual:

Impressionou-me a capacidade de criação do artista. De objetos e coisas que passam despercebidas no nosso dia-a-dia, Vik Muniz compôs obras magníficas. Suas reinterpretações (Monalisa, Che Guevara, Monica Vitti, etc) também são muito interessantes. O fato de ele ser brasileiro contagia a exposição, as pessoas acabam se identificando mais ainda com o artista. Vale a pena conferir.

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Dados da exposição:
Realização e coordenação: Aprazível Edições e Arte – Leonel Kaz e Nigge Loddi
Patrocínio: Bradesco Seguros e Previdência
Direção de montagem: Emílio Kalil
Programação visual: Jair de Souza
Vídeos – Fabio Ghivelder
Montagem: Arquiprom / Fernando Arouca
Vernissage: 23 de abril
Exposição: de 24 de abril a 12 de julho
Horário de visitação: terça a domingo e feriados, das 11h às 18h;
Às quintas, das 11h às 20h.
Ingresso:
Inteira – R$ 15,00
Estudantes – R$ 7,00
Menores de 10 anos e maiores de 60 anos – Gratuito
Às terças-feiras a entrada é gratuita
Local: Museu de Arte de São Paulo – MASP
Endereço: Av. Paulista, 1578
Telefone: (11) 3251 5644
Classificação etária: livre
Estacionamento pago no local

Exposição de fotos de Dag Alveng Nova Iorque – Noruega 1979/2008

•Maio 8, 2009 • Deixe um comentário

Por:  Marco Aurélio Di Madeu e Patrícia Lopes

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Visitação de 08 de abril a 10 de maio de 2009

Terça a sábado, das 9 as 21h

Domingo, das 10 as 21h

CAIXA Cultural São Paulo (entrada franca)

http://www.caixacultural.com.br

Release: Com curadoria de Pieter Tjabbes, coordenação geral de Jens Olesen e organização da Art Unlimited, a exposição apresenta 110 imagens preto-e-branco do fotógrafo norueguês Dag Alveng, produzidas na década de 1979/2008 .  As fotografias compõem três séries: I love this time of the year (Eu amo esta época do ano), de Nova Iorque, This is most important (Isto é particularmente importante) (1993-2003) e Summer Light (Luz de verão), da Noruega.

Na série, I love this time of the year, a rotação da exposição em 360 graus elimina a possibilidade de localizar a imagem em espaço e tempo, como explica o curador Pieter Tjabbes. “Com a visão facetada e dinâmica, surge um elemento de drama. Alveng intensifica a impressão da cidade grande, mas elimina o aspecto humano como fator determinante, substituindo-o por uma imagem da cidade como espaço autônomo. É assim que ele reúne a fotografia documental à sua contrapartida semiótica, a imagem construída e manipulada. Outra linguagem da qual parece se aproximar seria a do cinema, como uma sequência de imagens construindo uma história”.

Na série, This is most important (Isto é particularmente importante) (1993-2003), a técnica de exposição múltipla do negativo, que se observa nesta série, já aparecia na série (I love this time of the year), feita com exposição dupla. Também aí temos cenas de rua que exploram os aspectos estéticos e narrativos de uma imagem que quebra a unidade de espaço e tempo.

Em Summer Light, que traz as fotografias mais antigas desta exposição, o artista privilegia imagens de lugares comuns, da sua convivência diária, da sua casa de campo e de suas redondezas, lugares banhados pela luz clara do verão nórdico.

The Photografer Shoots Himself, 1981 imagem1

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O Fotógrafo:

Dag Alveng nasceu em Oslo (Noruega) em 1953. Seus trabalhos tem sido apresentados em exposições individuais e coletivas internacionais. Suas fotografias estão nas coleções permanentes de importantes museus dos EUA e Europa, incluindo Metropolitan Museum of Art, New York, Museum of Modern Art, New York, Museum Folkwang, Essen; Sprengel Museum, Hannover, Stedelijk Museum, Amsterdam; Moderna Museet, Stock-holm; Museet for Samtidskunst, Oslo; e Henie Onstad Kunstsenter, Hövikodden…

http://www.alveng.com/

Opnião do grupo:

As obras fascinam, seja pela luz nórdica, pelo silêncio, ou por causa do próprio lugar. Também porque Alveng usa as gradações de tons de cinza de forma tão sutil, a ponto de quase desintegrar a imagem, boa definição da imagem, com profundidade, abundância de detalhes e grande variedade de tonalidades. Nesta série ele parece destacar as gradações mais claras, de forma de capturar as qualidades da luz forte do verão nórdico. A luz não como um elemento que ilumina a paisagem, mas como sua parte integrante. Outro detalhe que nos causou interesse é meio pelo qual Dag usou para fazer sua série de fotos em Nova Iorque do qual o artista usa um métododo de rotação da exposição em 360 graus dando impressão de que as fotos estão girando.

De certa maneira, acreditamos que o artista não optou por inovação e sim por técnica. Nesse segundo ponto, a exposição não deixou a desejar; tudo em diferentes tons de cinza, preto e branco, o artista fazendo revelações experimentais, como por exemplo, a exposição múltipla de um mesmo negativo.  As obras tratavam de um cotidiano, enquanto de um lado tínhamos Nova Iorque – muito bem representada – do outro, paisagens e natureza da Noruega. Essa contraposição de um clima urbano com um ar bucólico é o que talvez fosse o elo de todas as suas obras, os opostos se completavam. Acredito que o mais interessante eram as imagens com sensação de movimento circular, realmente prendeu minha atenção. Quanto ao ambiente, a opção de cores do artista deu um ar sereno à exposição.
Como disse, não experimentei de nenhuma novidade, o que me desanima quanto a indicar a exposição.

Choque Cultural Caligrafia // Mariana Pabst Martins

•Maio 8, 2009 • Deixe um comentário

Por: Cesar, Francisco, Felipe

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Galeria Choque Cultural:

A galeria possui diversos artistas. A artista escolhida foi Mariana Pabst Martins.

A galeria é comandada por Mariana Pabst Martins, Baixo Ribeiro e Eduardo Saretta. Mariana é arquiteta e filha do mestre Aldemir Martins, de quem herdou o gosto pela arte. Baixo é estilista, especializado em skate, rock, graffiti e outros assuntos juvenis. Eduardo é historiador, incentivador da street art e leciona técnicas de impressão. Os três lutam faz tempo pelo reconhecimento da importância da arte urbana, levando-se em conta que mais da metade da população do planeta vive em grandes metrópoles.

Primeiro montaram a Editora Choque Cultural, com edições limitadas, numeradas e assinadas de posters, livros, stickers, brinquedos, etc. Depois, em 2003, veio a galeria, com as paredes sempre pintadas, os preços ao lado das obras em um ambiente diferente, próximo e acolhedor, sem a sizudez da maioria das galerias. E a Choque foi se revelando um centro importantíssimo de arte contemporânea em São Paulo, com cada vez mais repercussão. Com o tempo, tornou-se impossível fazer um passeio na Benedito Calixto (praça próxima à galeria, no bairro de Pinheiros) sem dar uma passada na Choque em seguida.

Como acontece pra qualquer um que abre um negócio próprio, o trampo e os gastos foram grandes. Os proprietários investiram na galeria por três anos, sem retorno financeiro imediato. Só passaram a “operar no azul” em 2007.

Catálogo:

Exposição Caligrafia

  1. A exposição Caligrafia é um tributo da Choque Cultural a todas as letras de todas as línguas impressas, manuscritas, desenhadas, pintadas, esculpidas, fotografadas, clássicas, modernas, contemporâneas, populares, eruditas ou experimentais. Reunindo cerca de 40 artistas do mundo todo, a mostra tem lugar de 02 de Maio a 27 de Junho de 2009. A letra é um assunto que desperta o nosso interesse e que está intimamente ligado à história da galeria, conta Baixo Ribeiro, sócio-proprietário da Choque Cultural. A caligrafia está no DNA da arte urbana, da tatuagem, da ilustração, dos quadrinhos e do design gráfico, todos os ambientes conhecidos pelos artistas representados pela galeria.

O curador e sócio-proprietário, Eduardo Saretta optou por uma seleção de artistas conhecidos pela sua ligação com a caligrafia, convidando representantes do mundo todo para formar um time surpreendente de talentos de várias idades, estilos e propostas estéticas. Caligrafia é uma exposição que conta com obras de artistas internacionais, como é o caso de Chaz Bojorquez, americano de 60 anos que é um dos mais antigos grafiteiros em atividade. Ele, praticamente, inventou um tipo de letra muito usado em gangs, o `Cholo`, ícone de toda cultura underground de Los Angeles desde a década de 60. O alemão Loomit traz ao Brasil o seu estilo tridimensional, em que a técnica da perspectiva é aplicada à caligrafia do grafitti, manifestação que lhe foi introduzida no início dos anos 80. Quando questionado, Loomit costuma afirmar que seus grafittis prediletos estão nos trens brasileiros. Para citar outros nomes desta exposição, Atsuo, do Japão, que trabalha em uma fábrica de manequins e mescla resina, glitter e tinta fluorescente, merece nota. Point é tcheco e transforma graffiti em esculturas públicas. Já o americano KR, conhecido pela marca KRink, flerta com a moda e ainda produz tintas e outros materiais para artistas urbanos.

A edição das obras da exposição Caligrafia privilegiou a diversidade de suportes, processos criativos e técnicas. A programação conta com pinturas em diferentes formatos, desenhos, gravuras, fotografias, instalações, intervenções urbanas e tatuagem.

Artistas convidados:

Andrea Branco (São Pauulo), Atso (Kyoto/Japão), Billy Argel (São Paulo), Binho (São Paulo), Bruce Bishop (Los Angeles), Buia (São Paulo), CALMA (São Paulo), Casper (Osaka/Japão), Chaz Bojorquez (Los Angeles), Chivitz (São Paulo), Claudio Gil (Rio de Janeiro), Craig “KR” (New York), DanielONE (São Paulo), David Samuel aka Das (London), Dice (Osaka/Japão), Dimitry Oskes (Moscow), Dionr (São Paulo), Does (São Paulo), Eine (London), Eltono (Madrid), Fefe Talavera (São Paulo/Madrid), Ivan Zaszi (São Paulo), Jun Matsui (São Paulo), L’Atlas (Paris), Loomit (Munique/Alemanha) Luca Barcellona (Milão), Magoo Felix (São Paulo), Mariana Pabst Martins (São Paulo), Markone (São Paulo), Nuno Valério (Barcelona), Onio (Brasília), Pedro Inoue (São Paulo), Pifo (São Paulo/Tókio), Pjota (São Paulo), Point (Republica Tcheca), Remed (Madrid), Retna (Los Angeles), Ripo (Barcelona), Rubens Matuck (São Paulo), Saber (Los Angeles), Tony de Marco (São Paulo), Trampo (Porto Alegre), Tristan Eaton (New York), Zezão (São Paulo), Zosen (Barcelona).

Local:

Galeria Choque Cultural

Rua João Moura, 997, Pinheiros, São Paulo

Telefone (11) 3061 4051

2 de maio a 27 de Junho 2009

Terça a sábado, das 12h às 19h

Preço: GRÁTIS

6-Opinião do grupo:

O que vimos de mais interessante na exposição “Choque Cultural Caligrafia” é a junção de diferentes artistas que possuem trabalhos diferenciados uns dos outros para representarem a mesma coisa em diferentes formas de arte, como o graffiti, colagens, pinturas e fotografias. Esta galeria é uma galeria de uma arte de rua, o graffiti, e a caligrafia é algo que sempre esteve lado a lado com esta arte. Por exemplo, o estilo “wild style” (letras trançadas de maneira quase ilegível), é um estilo de graffiti em que só se usam letras.

A galeria possui diversos artistas. A artista escolhida pelo grupo foi Mariana Pabst Martins. Mariana é a única artista da exposição que está ocupando uma sala somente para ela. Seu trabalho é bem interessante. Ela faz quadros com colagens e caligrafia sobre papel. Este trabalho foi denominado por ela “Estudo sobre caligrafia” (diplomas falsos). Seus quadros são diplomas falsos que ela monta com colagens e palavras em diferentes línguas.

  1. O que o grupo interpretou de sua obra foi uma maneira de ironizar uma relação que certos indivíduos possuem com diplomas. A obra nos dá a impressão de que um diploma é apenas um papel que nada significa.

7-Links relacionados:

www.choquecultural.com.br

galeria@choquecultural.com.br

Exposição A arte sacra de Anita Malfatti

•Abril 24, 2009 • Deixe um comentário

 

Por: 

Bruno Cursini
Max M. Fuhlendorf
Paulo Cuenca
Tomas Pirró
 
Instalada no obscuro Museu de Arte Sacra de São Paulo, a mostra intitulada A arte sacra de Anita Malfatti, apresenta, como se pode supor, o conjunto de obras religiosas da pintora paulista.

Invariavelmente associada ao movimento modernista da década de 20, com obras cujo intuito principal era de buscar e ressaltar uma identidade brasileira, tem-se nesta exposição a oportunidade de vermos uma outra faceta da artista, com obras de cunho religioso que pontuavam sua carreira, porém só podendo ser considerado uma fase a partir da década de 1950, coincidindo (ou não) com a morte de sua mãe e sua própria maturidade.

Buscando, como é impossível escapar a qualquer observador atento, uma razão para esta que à primeira vista nos parece uma regressão, pode-se olhar esse viés sacro da artista como uma tentativa de uma abstração, não apenas restrita a um povo, mas a todo o gênero humano.  O caráter material e concreto de um povo brasileiro em construção dá lugar a uma contemplação de algo que já é sólido e não mutável.

Ao resgatar representações singulares ao cristianismo, como o tema da ressurreição de Lázaro em telas de 1924 e 1928, ou ao pintar sobre ouro e prata, Malfatti atribui não necessariamente um pressuposto religioso a seus ícones, e sim uma tentativa de resgate aurático para suas representações imagéticas. Tal intenção é feita na transfiguração formal e rígida da arte sacra para uma forma mais leve e humanizada; aqui, temos a junção e fusão do mundo mítico com o mundo humano, ou seja, travestir de humanidade os santos e de santidade os homens.

Também presentes na exposição, estão obras que dialogam com os retratos icônicos e representam os populares do interior paulistano em cerimônias religiosas de santos (festa de São João, São Pedro…). Aqui percebemos um encantamento altruísta, com um simbolismo e um abundante uso de cor, no qual a perspectiva é comprimida e a ordem só existe em seu todo.

Infelizmente o acervo não é suficientemente abrangente, sendo restrito a poucos exemplares. Outra falha é que nem mesmo deixa-se claro se sua produção sacra está exposta em numero condizente ou é apenas uma pequena amostra de um período, normalmente, menosprezado em suas biografias.

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Exposições.

•Abril 21, 2009 • Deixe um comentário

Por Enrique Jimenez

Eu vou começar a fazer os posts desse blog falando sobre três exposições que vale a pena ir. Pra quem gosta desse tipo de foto, claro.
A primeira é do Marcelo Elídio. O Marcelo faz um trabalho excelente na noite paulistana tirando fotos de moderninhos, fashionistas e pessoas underground que sempre estão nas festas mais animadas e são habitués dos blogs e sites de street style e sempre estão vestidos como manda o dress-code nas festas.
Ele é um dos fotógrafos do blog “Freakstyle” (da Paula e do Gil, que também fazem uma festa mega animada no Clube Glória, chamada Vai! – que no próximo dia 1/05 completa 1 ano).
Pois bem, no último dia 16 ele, junto com outros 5 fotógrafos, inauguraram a exposição “Creatures oh the night” lá na Plastik, que coloca num mesmo ambiente fotos tiradas pela noite nos últimos anos.
O mais interessante de tudo é que a exposição é o primeiro trabalho do selo “Money Lundry”, que é de um povo com ” vontade de produzir e com criatividade de sobra”  criado por Lucas Penido (consultor de moda), Nina e Júlia Sander (donas da Plastik), Marcelo Elídio (fotógrafo) e Camila Fremder (escritora e publicitária), como eles mesmo se definem. Esse selo pretende criar vários produtos para diversas áreas, como moda, fotografia, vídeo e arte.

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Já na Galeria Olido estão duas exposições que estão na minha listinha de lugares que quero ir.
Na primeira exposição,”Habite-se” aberta no dia 15/04, alguns fotógrafos reuniram fotos em que mostram olhares sobre ex-moradores dos edifícios São Vito e Mercúrio, o famoso treme-treme, que foi desapropriado em 2004.
Só de ver essa foto, já me dá vontade de ir ver essa exposição.

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Ainda na Galeria Olido tem a exposição “Arte Urbana SP” que tem um pouco de tudo: grafite, stickers, lambes, apropriações, assemblagens, vídeos, fotografias, poesia, moda e urbanismo.
Quero ir ver essa exposição pelos stickers, pelas fotos e pelos vídeos…
Ah sim, entre os participantes estão o fotógrafo de moda Rogério Cavalcanti, o artista plástico Guto Lacaz e Carol e Isadora Krieger, que entre várias coisas são fotógrafas e estilistas.

Creatures of the night @ Galeria Plastik
Rua Dr. Mello Alves, 459, Jardins
(11).3081.2056

Habite-se e Arte Urbana SP @ Galeria Olidio
Av. São João, 473. Centro
sem telefone

Olá

•Fevereiro 13, 2009 • Deixe um comentário

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